Padre Dário: Servo manso e sofredor – Testemunhos

Padre Dário - Fundador

“Um dia, durante o ano de 1907, chegou à Casa Santo Eusébio o porteiro de Dom Valfré, chamou o Padre Dario e lhe entregou uma carta fechada.
Tão logo abriu a carta e a leu, soube, estupefato, Che ele estava suspenso “a divinis”! Meu Deus! Como ficou entristecido nosso bom padre. Quase chegou a desmaiar.
Após ter se recuperado um tanto, ajoelhei-me a seus pés e disse: “Meu bom Padre, não desanime.É a Divina Providencia que vela por nós. Tenha coragem e nada tema, estamos aqui para fazer a santa vontade de Deus e nada deve amedrontá-lo, nem mesmo a suspensão”.
Durante o tempo de sua suspensão, ele foi enviado a Chieri, a fazer um retiro de dez dias com os padres jesuítas. Durante o tempo da suspensão ele tomava a comunhão conosco, na capela, e nós todas ficávamos edificadas com sua humildade e piedade.”

Irmã Eusebia Arrigoni – Notas autobiográficas

“Quando o Padre, suspenso “a divinis”, foi mandado a Chieri fazer o retiro, o padre mestre dos jesuítas, com grande intuição espiritual, decidiu destacar cada dia outro noviço para servi-lo, dizendo a cada um: “Olha bem como um santo se comporta”.”

Irmã Vincenza Bonelli
 

“as palavras de Padre Cortini (por ocasião da inauguração do busto de mármore do Padre) foi resumido todo o período das vicissitudes de Padre Dario. Foi um período de desconfiança, menosprezo, quase de perseguição. Por outro lado, foi um período marcado pela tenacidade, fé e perseverança vencedora, que supera todos os obstáculos e, sobretudo a má fé.
Quantas vezes Dario narrou-me as tribulações do passado e a mesquinharia das pessoas que deveriam compreender a finalidade de sua obra. Ele sorria ao narrar tais peripécias. Era um sorriso de perdão e de triunfo da fé. Ele tinha do que sorrir porque Deus o assistiu e onde está Deus ali está a vitoria”

Carta a Madre Eusebia Arrigoni do Col. Boschi
Primo do Padre Fundador – Roma 12.04.1933
 
“Ao encaminhar a nova Congregação quanto sofreu o Padre, mesmo da parte de sacerdotes que queriam sufocar a obra desde seu berço. Ele, porém, soube suportar tudo com incansável paciência, sabendo que as obra de Deus não ganham fundamento sólido se não são combatidas. O Padre, cheio de fé e de filial abandono a Deus, encontrou forças e sustentou as duras provas com virtude heróica e conquistou a vitoria”.

Irmã Giorgina Nartinello
 
“O venerável Padre foi, para nós, um exemplo de santidade, especialmente nos últimos dias de seu longo sofrimento. Jamais se ouviu uma queixa de sua boca. Suportou as dores com doce resignação, sempre unido à vontade de Deus”.

Irmã Olimpia Paleari
 
“Vivi perto do Padre, durante sua doença, em Camburzano. Posso testemunhar que, apesar do seu sofrimento, estava sempre sereno e disponível para cumprir a vontade de Deus. Dizia que sua cama era o altar no qual celebrava continuamente o sacrifício em união com Jesus. Seu coração estava sempre em oração e sua devoção pela Virgem Maria era grande. Quase sempre estava com o terço nas mãos e oferecia tudo pela gloria de Deus e por sua obra. Sempre admirei seu modo de aceitar a longa enfermidade, o espírito de fé, de oração, de confiança e de serenidade. Ele sempre recomendava dar importância à oração e transformar em oração o nosso trabalho, procurando a vontade de Deus”.

Irmã Speranza Fantinato
 
“Em 1930, fui acolhida na fabrica de juta de Vercelli. O internato era dirigido pelas Irmãs de Santo Eusébio. Ali tive a sorte de conhecer os fundadores do Instituto.
Um domingo acompanhei as irmãs até a casa delas. Para minha surpresa vi um pio sacerdote sentado num carrinho. Perguntei quem era e responderam: “É o nosso Padre Fundador doente”. Eu tinha então 11 anos e há pouco perdera minha mãe. Vendo o Padre, tão resignado e contente, cumprimentando as irmãs e rindo, perguntei di novo: “Como pode um sacerdote tão doente que não caminha mais, e quase nem fala, estar tão contente?” Me responderam: “É que ele é santo”.
A segunda vez que fui à casa das Irmãs foi para ver o Padre já morto. Lembrei que a irmã dissera que o Padre era santo. Pedi a graça e, enquanto, pela primeira vez, beijava suas mãos, ouvi uma voz que me dizia: “Você, garota, um dia será uma irmã de Santo Eusébio”.
A partir daquele dia comecei a rezar com mais fervor. Venci muitos obstáculos e aos 17 anos entrei no noviciado. Desde então, nas dificuldades, recorro ao Padre e mais de uma vez senti sua proteção”.

Irmã Felicidade Zavattiero
 
“Vi nosso Padre Fundador apenas uma vez, por acaso. O que mais me chamou atenção foi sua calma, sua serenidade, mesmo em meio aos sofrimentos. Já naquele tempo não conseguia mais andar e se deslocava num carrinho.
Seu comportamento era edificante. O bom Padre devia ter virtudes heróicas para suportar tão serenamente todas aquelas dores e humilhações ao depender em tudo dos outros. Fiquei verdadeiramente edificada só de vê-lo.
Ouvi falar muito dele por minhas outras irmãs e pelos pobres que choravam ao falar dele”.

Irmã Teofila Billia



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