Padre Dário e Madre Eusébia: Abertos aos horizontes do mundo - Testemunhos

Madre Eusebia - Fundadora
“Em 1897, meus superiores me enviaram a pedir esmolas na cidade de Vercelli. Fui parar me hospedando na família Bognetti. Foi a primeira vez que o bom Padre Dário conversou comigo.Entre outras coisas, ele me disse: “Escute, Irmã Francisca; lhe direi um segredo: faz tempo que desejo ser missionário, ou entrar numa casa religiosa, como capelão ou diretor de algum mosteiro”. Queria aconselhar-se comigo. Respondi que não tinha condições de dar-lhe conselhos e lhe disse que ele já exercia um trabalho missionário, obedecendo lá onde a Providencia o tivesse colocado, isto é, no vilarejo de Confienza. Acrescentei ainda que se fosse a vontade de deus ele ser o diretor ou capelão de algum instituto o Senhor lhe teria revelado. No momento cumprisse alegremente a vontade de Deus, obedecendo a seu pároco e conclui: “Lembre-se que seus pais já são idosos e você é filho único”. Este foi o conselho que eu, pobre irmã, podia lhe dar e nos despedimos”.

Irmã Eusebia Arrigoni Notas autobiográficas

“Padre Dário se escreveu, a 21 de junho de 1927, como membro perpetuo da União Missionária do Clero, com o desejo de oferecer sua oração e seu sofrimento para que toda a terra pudesse chegar a adorar Cristo Crucificado e Ressuscitado, único Salvador do mundo: “Omnis terra adoret Te!”.”

Irmã Rosa Ortaglia
 
“Era 1º de agosto de 1925, voltando da Catedral, onde tínhamos ido rezar junto ao túmulo de Santo Eusébio, o Padre e a Madre reuniram a comunidade no pátio para cumprir um ritual de todos os anos neste dia: tomar sorvete.
Num canto, estávamos conversando: Irmã Olimpia, Irmã Noemi, Irmã Giuditta, Irmã Raffaella e eu. Foi no dia seguinte à Vestição. Procurávamos um santo protetor para o nosso novo nome religioso. Eu disse: “Já escolhi. Minha protetora será Santa Rosa de Viterbo”. Eu a conhecia porque era uma das protetoras da Ação Católica. O Padre escutou e interveio: “Nada disso. Sua protetora será Santa Rosa de Lima e quando abrirmos uma casa no Peru você irá para lá”. Aqwuelas palavras acabaram com nossa discussão.
Hoje a profecia se cumpriu e, desde janeiro de 1996, três irmãs trabalham em Chimbote, abençoadas por Deus e protegidas pelo nosso Padre Fundador”.

Irmã Rosa Ortaglia
 
“Em 1935, depois da festa de Santo Eusébio, a Madre pensou em ir a Camburzano para descansar uns quinze dias.  A Madre Vigária, Irmã Giuseppina Gatti, quis que, além de sua secretaria, Irmã Dária, eu também fosse, como enfermeira.
Um dia, pelas 10 da manhã, a superiora da casa de Camburzano, Irmã Martina Creta, disse à Madre: “Telefonaram do bispado de Biella que pelas 4 da tarde, o bispo Dom Garigliano e um outro bispo, de São Paulo, Brasil, virão para conversar”.
De fato, às 4 horas, os dois chegaram e a Madre quis que eu também participasse da conversa. O bispo do Brasil, oriundo de Friuli, pedia se a Madre não poderia ceder pelo menos duas irmãs para um trabalho junto a crianças deficientes.
A Madre fundadora ficou entusiasmada com o pedido, pois já desde 1933, após um pedido de um padre lateranense, alimentava o desejo de abrir uma casa no Brasil. A Madre disse que nada poderia decidir, mas, tão logo voltasse a Vercelli faria a proposta ao Conselho. Depois daria a resposta por intermédio do bispo de Biella.
Em 20 de agosto a Madre deixou Camburzano e um dia depois reuniu o Conselho. Das quatro conselheiras só uma estava a favor de se abrir uma casa no Brasil, Irmã Vincenza Bonelli. As outras, Irmã Agnese Bezzi, Irmã Giuseppina Gatti e Irmã Giovanna Momo achavam que se deveria deixar para mais tarde o trabalho no exterior.
A Madre ficou decepcionada com a negativa. Todavia conservou a serenidade e disse: “Vejo nesta negativa a vontade de Deus e penso que talvez não tenha chegado o tempo de sair da Itália. Chegará o dia, tenho certeza, que nossa obra de caridade se abrirá ao Brasil e nossas irmãs levarão nosso espírito de caridade e de sacrifício”.
A profecia se realizou. Desde 1985 o carisma dos Fundadores se encarnou em terras brasileiras, a semente foi lançada e os primeiros frutos de consagração religiosa e laical já surgiram”.

Irmã Rosa Ortaglia

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