Padre Dário: Doce amigo dos pobres – Testemunhos

Padre Dário - Fundador

“Padre Dario dava tudo se si pelos pobres e abandonados que hospedava desdobrando-se em cuidados por eles. Os mais deformados eram seus prediletos, sua alegria, seu tesouro. Gostava de se ocupar com eles, consolá-los e confortá-los com sua presença e, segundo eles, só tinha um nome: o bom Padre”.

Irmã Giorgina Martinello

“Em 1924 eu era aspirante e o Rei veio a Vercelli. Fomos todos vê-lo, inclusive os doentes.As irmãs idosas insistiam que ele usasse naquele dia a Cruz de Cavaleiro que lhe tinha sido conferida há pouco, mas ele não a usou porque desprezava todo tipo de honrarias”.

Irmã Licinia Mauri
 
“Com muita razão Sua Majestade, o Rei, lhe conferiu a Cruz de Cavaleiro. De fato, sua casa não abria as portas aos pobres deficientes do patronato Rainha Helena de Roma, órfãos do terremoto de Messina?
Sua obra não se prestou, nos tristes anos da guerra, a enxugar as lagrimas das esposas, mães, que das vise jantes terras do sul da Itália, eram chamadas à cama de seus esposos e filhos moribundos?
O senhor não acariciou o rosto das crianças órfãos de guerra,procurando restituir-lhes a alegria e de fazê-las sentir que se o pai delas deixou a vida cumprindo seu dever pela pátria, encontraram um outro pai, igualmente amável?”

Palavras de Irmã Daria Arrigoni ao Rvmo. Padre no dia de seu onomástico
19 de dezembro de 1921
 
“Caríssima Madre... A senhora Zappelloni de Camburzano deve, nestes dias, desocupar a casa em que ela mora em Cossato e não tem onde colocar os móveis... Pediu um ou dois quartos para por tudo... Acabei consentindo.. Nestes tempos de carência de moradia é um ato de caridade grandíssima”

Carta de Padre Dário a Madre Eusébia
3 de março de 1921
 
“Tive a grande alegria de ver o nosso muito amado Padre desde julho de 1928, data de minha entrada em Congregação. Aquele encontro foi memorável para mim. Eu o encontrei sofrendo, sofrendo muito, seus lábios esboçando um sorriso sereno que mostrava seu espírito submisso à vontade de Deus.
Me perguntou logo porque tinha buscado a vida religiosa. Respondi que queria ser santa. Ele acrescentou: “No serviço da verdadeira caridade aos pobres, necessitados e sofredores”.
Tive ainda a ocasião de encontrá-lo mais vezes durante meu postulado e, junta a outras irmãs, corria para pedir-lhe a benção. Ele se mostrava sempre sorridente e, quase sempre, embora com muita dificuldade em falar, perguntava se estávamos contentes de nos encontrar-nos na casado Senhor  e depois nos pedia algum pensamento da meditação. Terminava recomendando-nos o exercício da caridade com os pobres dos quais ele era mais do que apóstolo, era um pai afetuoso. Os próprios pobres quando o viam corriam ao seu encontro vendo nele seu grande benfeitor, pai e mestre exemplar de caridade”.

Irmã Leonina Marsan
 
“Ficava bastante feliz quando podia sair a passeio com os doentes e brincar com eles e nos exortava a querê-los bem, pois eles representavam Jesus no meio de nós. Ele os chamava “donos da casa”. Sua alegria era vê-los contentes e mesmo nas coisas supérfluas não sabia dizer não.
Uma mulher demente, mas bem de saúde física, pedia a todos o “café mouro”. Às vezes o pedia ao Padre. Ele lhe dava o dinheiro para que fosse à cozinheira e o comprasse”.

Irmã Licinia Mauri
 
“Estávamos em abril de 1924. Enquanto eu estava ajoelhada, limpando o piso do alojamento das mulheres, o Padre passou,como todos os dias, a visitar os doentes. Parou e me perguntou se estava bem, se estava ali de boa vontade e se queria ser santa. Fui respondendo sim. Então ele me disse: “Procura ver Jesus nos pobres. Ai de você se maltratar porque eles são o próprio Jesus e eu os quero muito bem. Entendeu?”. “Sim, Padre. Graças a Deus!” respondi. Seu grande amor pelos pobres sempre me serviu de estimulo  para enfrentar qualquer sacrifício”.

Irmã Fede Rebellato


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