Padre Dário: Como ele continua a viver e a agir - Testemunhos

Padre Dário - Fundador
“Viva Jesus!
Escuta-me, meu bom Padre! Tu que agora estás no paraíso, lembra e reza por mim, mísera criatura, de modo que possa sempre cumprir, com humildade, clareza e alegria tudo o que Jesus quiser de mim e faça tudo sempre sob o olhar de Deus para sua maior glória.
Oh, bom Padre, tu sabes quanto sofremos no inicio desta obra em favor dos pobres: homens, mulheres, crianças que vinham até nós. Nós, com tanta abnegação e amor, os acolhemos, reconhecendo que eles são membros de Cristo vivo. Tu, Padre, sabes que ainda sofro pelo bem de nossa família. Ajuda-me e abençoa-me do paraíso, para que meu trabalho seja útil à construção do Reino de Deus.
Oh, Padre santo, reza, reza pela humilde Madre Eusebia, ainda peregrina nesta terra, e que tanto precisa de apoio. Derrama tua santa benção sobre mim e sobre a nossa pia casa. Faz que eu possa um dia me encontrar contigo e glorificar nosso Senhor Jesus Cristo pelos séculos eternos, no paraíso”.

Madre Eusébia Arrigoni – Fundadora
Vercelli, 3 de maio de 1937
 
“Alheio  a todas as truculentas competições sociais, Padre Dário rezou, trabalhou em silencio, idealizou e cumpriu um projeto que naquela época era loucura, porque os ânimos eram contrários a qualquer ajuda a um pobre que precisava de tudo e não podia dar nada do que os ambiciosos esperavam.
Seu projeto pareceu tão estranho que, também quem não era contrario, sentia pena. Ele, entretanto, era sempre determinado, reservando para si os sofrimentos, e dispensando aos outros o conforto e o amor que vem de Deus e a ele retorna na oferenda das almas conquistadas”

Irmão Macedônio, lasallista
 
“Padre Dário era uma glória da Igreja, alivio das pessoas sofridas. Era tudo para os outros e nada para si mesmo. As Filhas de Santo Eusébio têm um santo no céu.
Quarta feira celebrei a Missa por ele. Sempre farei uma lembrança especial, e espero que um dia ele seja levado à glória dos altares”.

Padre José Motta – Biella Piazzo
 
“Sempre fui seu amigo sincero, seu confidente íntimo nos tristes dias de seu longo padecimento. Partilhei sua amargura e o cálice de sua paixão. Sua doce e afável figura ficou gravada em minha alma e não será apagada.
Foi um bom padre, piedoso, afetuoso, o qual sacrificou sua vida pela sua comunidade. O bom Padre protegerá, do céu, suas filhas e lhes conseguirá muitas bênçãos”

Padre José Prandi – salesiano
 
“Como posso esquecer os bom dias passados nesta casa, cercado de todos os cuidados e gentilezas pelo Padre? Inesquecível a obra do Padre, que sabia aconselhar, opinar e ajudar no momento oportuno. Ele foi sobretudo um diretor espiritual e é como tal que o guardo na memória. Espero que ele, lá do céu, continue a velar por mim”.

Padre Pedro Ferraris – reitor de Vintebbio
 
“Padre Dário me presenteou com sua amizade e sempre fui admirador de sua obra, de seu zelo pela causa dos pobres e de seu grande coração”

Padre José Ferrero prior de São Miguel
 
“A senhora Bianca Bonomi Tiso, adoeceu no dia 12 de março de 1936, após o parto. Ela foi afetada pela febre pós-parto. O professor Masazza, depois de várias consultas com o Dr. Bertone, o dia 27 de março, declarou a mulher um caso perdido.
Ele disse que só um milagre haveria de salvá-la. As irmãs e a paciente iniciaram então uma novena ao Padre Fundador, o dia 29 de março, para pedir o restabelecimento da jovem mãe.
No quarto dia da  novena o professor voltou e encontrou uma melhoria inexplicável. Ele disse então: “Trata-se de um verdadeiro milagre”. Terminada a novena ela estava visivelmente melhor e fora de perigo e podia até caminhar”.

Irmã Dária Arrigoni – Diario N. 1
 
“A 18 de abril de 1944, depois de 15 dias de mal estar e resfriado, eu estava em Novara e passei a sentir fortes dores no ouvido direito. Voltando a Vercelli, cheia de febre a Madre me levou ao Prof. Verdolini; ele disse que eu tinha uma forte congestão no ouvido que se estendia aos parietais. Chegando em casa fui me deitar. As dores aumentaram, generalizando-se. A febre aumentou e o médico começou a se preocupar, bem como  a Madre e as outras irmãs.
Pedi à Madre que se começasse uma novena à Virgem de Oropa, por intercessão do nosso venerável Fundador. Já em 1932 a Madre tinha me dedicado à Virgem de Oropa por intercessão do Fundador por outra doença que tive. Naquela ocasião fui salva.
A novena foi começada pela comunidade e por minhas alunas. No terceiro dia o perigo da mastoidite desapareceu. Indo ao médico, o dia 25, ele constatou a diminuição da congestão e, o dia 2 de maio, disse que a cura do meu ouvido era um dos poucos casos felizes.
Mesmo nestes poucos casos a cura tinha durado bem mais tempo. À Virgem e ao nosso Padre minha gratidão”.

Irmã Dária Arrigoni – Diario N. 4
 
“Em 16 de abril de 1944, sábado santo, veio ao Instituto o Padre Guala, de Masserano. Ele fora enviado pelo Vigario Geral, que lhe disse: “Apareça nas Irmãs de Santo Eusébio e elas te darão um prato de sopa”. A Irmã Dária acolheu-o garantindo-lhe o prato. O padre acrescentou: “Conheci o Padre Fundador no seminário. Aquele santo homem sofreu muito nas mãos dos professores. Ele certamente está no alto e não sei se os professores o vêem”. Irmã Dária atalhou: “Deixemos o julgamento nas mãos de Deus. O certo é que o Senhor lhe deu a glória merecida”.”

Diario do Instituto N. 4
 
“Em 1923 tive uma paralisia facial. Fizeram-me aplicações as quais o Padre queria ver. Depois de dois dias, me disse: “Faça uma novena a Santo Eusébio e ficará curada”. Assim foi feito. O Padre concluiu: “Eu tinha dito que seria curada”.”

Irmã Caterina Rivan
 
“Não lembro bem o ano. Acredito que foi por volta de 1933. Eu já era professa e estava em Laghi di Cittadella. Tive um sonho que me impressionou muito e devo relatar. Uma noite, enquanto dormia, alguém me chamou. Despertei e me sentei na cama. Parecia ver o nosso Padre aos pés da cama. Me disse duas vezes: Firmeza e Constancia”. Perguntei “porque eu?”, se eu tinha sido obediente sempre. Pela terceira vez ele disse as mesmas palavras e desapareceu.
A bem da verdade, naquela época senti dores agudas em meu coração e nunca derramei tantas lágrimas. Naquela época morreu a Irmã Primitiva e a superiora estava no hospital. Foi aparecendo tanta coisa e, no meu coração, me confortavam aquelas palavras: firmeza e Constancia”.

Irmã Gabriella Giussani
 
“Em dezembro de 1935 eu estava em Sagliano. Contrai uma otite média e uma inflamação no mastóide. Depois de alguns dias de cama o médico medisse que se a febre não baixasse me internaria. A febre chegava a 40 grãos. Invoquei o santo Padre a noite toda. De manhã o ouvido começou a secretar, a febre baixou e sarei sem necessidade de operar”.

Irmã Licinia Mauri
 
“Há muito tempo eu estava preocupada pela impossibilidade de ajudar meu irmão que ficou órfão e que desejava muito ser religioso. Nós, quatro irmãs, éramos já religiosas. Enquanto eu estava num seminário, suas cartas se tornavam mais freqüentes e aflitas. O que poderia eu fazer?
Na noite de 6 de março de 1935, em sonho, vi o Padre que comigo olhava um mar em tempesta. No meio das ondas apareceu um barco. Eu gritei: “Padre, Padre”. Ele não se abalou: “Fique tranqüila que aquele barco vai chagar à praia”. Me acordei entre a realidade e a fantasia e entendi o significado do sonho. Peguei uma pequena imagem do Padre e a mandei ao meu irmão, certa de que tinha um intercessor no paraíso. Mais tarde meu irmão tornou-se religioso.

Irmã Flavia Fantinato
 
“Nosso Padre amava a todos, doentes e suas filhas, com grande ternura. Isto me dava força, coragem e paz. Mesmo depois da morte sempre o senti vivo a meu lado. Ele sempre atendeu a meus pedidos”.

Irmã Speranza Fantinato
 
“Não tive a sorte de conhecer pessoalmente nosso venerável Fundador. Vim a conhecê-lo de outra forma. Em 1934 fui designada para atender a domicilio. Um dia, fui chamada para atender a uma garota de 14 anos, Dária Covini, atingida por encefálica letárgica. Tinha sido internada sem resultado. Os médicos tinham tentado todos os tratamentos. Foi recolhida em sua casa para que morresse perto dos pais. Foi então que Deus quis revelar sua glória por intermédio do venerável Padre. Na primeira noite estive junto dela. Quase não entendia nada e nem se expressava. Me disse que se chamava Dária. Respondi: “Que nome lindo. Era assim que se chamava nosso Padre Fundador. Vamos fazer juntos uma novena a ele e o Senhor lhe dará a graça da cura. Eu recito as orações e você acompanha com o coração”. Rezei então três Pai-nosso, Ave-Maria e Glória.
Não ouve nenhum sinal de melhora ao longo da novena. Esperávamos todos sua morte.
No nono dia, terminada a novena, pelas 10 da noite ela adormeceu profundamente. Parecia que seria sua hora. Qual não foi a surpresa quando, pelas três da madrugada, ela se levantou, sentou-se na cama e disse: “Alcancei a graça. Estou curada”.
Desceu da cama, deu uma volta pelo quarto, sentou-se perto de mim e não parava de repetir: “Estou curada. O Senhor me deu a graça pela intercessão de seu Padre”.
Para garantir a cura ela não quis mais se deitar pelo resto da noite. Queria ir acordar seus pais, ansiosa por vê-los. Pelas 5, fui bater à porta deles. Saíram perguntando logo: “Dária morreu? Porque não nos acordou antes?”
Foi difícil para eles  acreditarem que Dária fora curada pela intercessão do nosso Padre. Ela ficou andando o dia inteiro e se alimentou normalmente. Há 21 dias não tomava nada senão algumas colheres de leite”.
Foi examinada pelos médicos que asseguraram se tratar de um milagre porque na sciencia deles ela deveria morrer.
Depois disto, em todas as minhas dificuldades sempre recorri ao Padre e nunca deixei de ser atendida”.

Irmã Bartolomea Falier
 
“Em dezembro de 1929 fui tomada por um mal raro e imprevisto. O médico levou tempo para diagnosticar peritonite tubercular. A doença avançava rapidamente e eu parecia ter chegado ao fim. Por dois meses sofri fortes dores no estômago e tinha febre alta.Recebi todos os tratamentos disponíveis, que me aliviaram um tanto e comecei a acreditar.
Em  junho de 1931, tive uma recaída violenta. Nos sofrimentos, meu alivio era a oração  e comecei uma novena ao nosso amantíssimo Padre. Já no primeiro dia senti uma melhora notável. Animada e cheia de fé, continuei a novena e no fim dela me sentia bem. A graça fora alcançada. Depois de um período de convalescença pude retomar minhas atividades.
Passaram-se 16 anos e desde então sempre gozei de boa saúde. Estes são os fatos que declaro exatos”.

Irmã Giacomina Pierobon
 
“Sofrendo de dores nos ossos, após uma queda, passei por uma bateria de exames e radiografias e fui visitar meus familiares, de 16 a 24 de julho de 1997. Dia 22, fui chamada a voltar à comunidade para mais exames. Os exames anteriores tinham mostrado um metástase óssea difusa. Os médicos queriam me internar e começar logo a quimioterapia.
Passei a temer pois deveria passar ainda por uma cinto grafia óssea, porém estava com muita confiança e esperança.
Queria tanto tomar parte na festa de Santo Eusébio, nosso Patrono. Adiei a internação.
A 5 de agosto, aniversario de nascimento do Padre Fundador, dei entrada no hospital. Os dias anteriores tinham sido de angustiante expectativa. Coloquei-me sob a proteção dos Fundadores, em especial de Padre Dário.
Rezei a oração do abandono, depois deixei o coração falar: “Padre, se queres que eu continue amar os pobres, ajuda-me, ou faz com que meu sofrimento abra as portas a outra jovem que siga a Jesus nos pobres. Ajuda-me, estou com medo...”.
Na manhã de 5 de agosto, antes de entrar no hospital, fui à Missa na Catedral. Pensei no dia em que o Fundador foi ali ordenado. Quantas vezes ele não ofereceu ali seus sofrimentos? Me senti em comunhão com ele e lhe pedi que me socorresse na minha fraqueza.
A 6 de agosto, durante a cintofrafia, me veio um pesadelo. Fechei os olhos e repeti o salmo: “Me refugio às sombras de tuas asas”. Me veio à mente o Padre em sua cadeira de roda, pedi-lhe sua ajuda de novo, eu estava com medo. Saindo do hospital, deveria voltar a 18 de agosto para iniciar a quimioterapia.
Dois dias depois, os médicos, munidos de uma diagnose precisa, constataram, maravilhados, que na cinto grafia não figurava a metástase, presente nas radiografias.
Estou convencida que o Padre Fundador veio em meu auxilio para que eu possa continuar revelando, com gestos de caridade, a ternura de Deus no meio dos pobres”.

Irmã Maria Stefania Ferrario
Villaggio Concordia – 15 de agosto de 1997
 



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