Madre Eusébia: Mulher e Mãe - Testemunhos

Madre Eusébia - Fundadora


“Um belo dia, em 1900, apresentou-se uma jovem de 21 anos, de uma família distinta de Novara. Tinha  estudado com as Irmãs Madalenas. Sentia-se chamada à vida religiosa e expressou este desejo à Madre Superiora, Irmã Henriqueta. Esta lhe perguntou: “Em que Congregação te sentes chamada?”  “Na Congregação das Filhas de Santo Eusébio”. Então a levaram à nossa Casa. A jovem se chamava Josefina e não encontrava apoio nos familiares por causa de sua saúde precária. Amavam-na muito mas não queriam opor-se à vontade de Deus e por fim a deixaram.
Veio mais vezes à Casa para ser aceita, mas a despedíamos para ver se era verdadeiramente chamada à nossa Congregação. Dizíamos que orasse decoração a Santo Eusébio o qual haveria de iluminar-nos no caso dela. Ela insistia dizendo que se sentia sempre mais chamada a nos ajudar para aliviar os sofrimentos dos pobres e dos doentes e dizia querer se consagrar ao Senhor pelas obras de caridade na casa de Santo Eusébio.
Depois de tanta insistência foi admitida. Dava gosto vê-la. Trabalhava com perseverança, era sempre primeira a cumprir os deveres de casa, observava as regras e era até escrupulosa nu cumprimento de suas tarefas. Sempre a víamos alegre no serviço aos menos dotados. Ora estava na cozinha, ora na lavanderia. Tinha um temperamento estável, humilde e dócil. Jamais recusou qualquer sacrifício. Estava sempre disponível a ajudar as outras irmãs. Jamais se via qualquer transgressão sua, era alegre e viva, o espírito sempre manso e humilde.
Contraiu tifo em agosto e não se recuperou mais. Estava resignada. Dizia estar contente por morrer desde que morresse como religiosa. Mereceu, assim, em poucos meses, o premio da vestição religiosa, o que aconteceu a 19 de dezembro. A3 de janeiro de 1902 professou os votos e a 6, morreu como Irmã Luisinha.
Nós a visitávamos durante sua enfermidade. Se queria alguma coisa ela pedia. Procurei contentá-la em tudo. Muitas vezes me pedia para levá-la diante de Jesus Sacramentado. Outras vezes queria vir comigo à mesa, no refeitório. Às vezes era levada ao pátio e então me confidenciava: “Cara Madre, se a senhora soubesse quanto sou feliz quando me toma nos braços, parece-me não sentir mais mal algum”. Eu ficava feliz porque tinha um anjo em meus braços e não era simples criatura.
Quando ela cansava,  eu a levava de volta à cama. Ela me agradecia e dizia que sempre rezaria por mim a fim de que Jesus ouvisse todos os meus pedidos e tornasse fecunda a nossa Obra com as suas bênçãos.
A irmãzinha ia piorando dia a dia. Soube coroar sua breve vida com muitos méritos. Nos seus últimos dias eu lhe recomendei minha alma junto a Jesus e insisti que intercedesse a Jesus logo que chegasse ao céu. Ela me respondeu: “Sim”. Pedi-lhe que suplicasse a Jesus que eu pudesse sofrer tudo neste mundo a fim de salvar minha alma, a do nosso Padre e de todas as filhas espirituais, as de então e as que entrariam ainda.  Pedi-lhe a salvação de todas as almas que, de algum modo, pertencessem a pia casa de Santo Eusébio.
Desejava de coração que nenhuma de nós, religiosas, sacerdotes, doentes se perdessem, mas que todos glorificassem Nosso Senhor que tanto nos amou.
Mesmo eu, nos primeiros anos da fundação estava sujeita a fraquezas do coração e minhas filhas eram orientadas pelo médico a cuidar de mim. Nos primeiros oito dias após a morte de Irmã Luisinha, ela não se afastava de mim de noite. Eu não percebia, porque sempre havia alguma irmã vigiando.
Mas havia uma diferencia: quando era Luisinha a velar comigo ela não se movia de junto da cama; ao contrario as outras irmãs, quando me achavam tranqüila, sentavam-se no sofá.
Deus quis que, no último dia, eu a visse no rosto e percebesse que era ela. Perguntei então: “Como é que estás junto a mim?” Ela respondeu que isso acontecia há oito noites. Para me certificar, disse: “Tu és a irmã Luisinha”.  Ela respondeu que sim e acrescentei: “Como é possível? Tu morreste há oito dias”. Ela me disse que Jesus lhe permitiu vir assistir-me e retribuir um pouco da caridade que eu tinha tido para com ela. Depois daquela noite não a vi mais.
Durante aqueles oito dias, a irmã Fortunata, que era porteira, sonhou que a campainha da portaria tinha soado. Foi abrir e viu diante de si um menino que tinha uma carta endereçada à Madre Eusébia. O menino recomendava que a carta fosse entregue em minhas mãos. A irmã perguntou: “Quem te deu esta carta?” “Meu pai e minha mãe”. “Como eles se chamam?” “Meu pai é José e minha mãe é Maria”. “E tu como te chamas?”. O menino logo desapareceu dizendo que a carta era tudo o que a Madre tinha pedido.

Madre Eusébia Arrigoni – Fundadora
Notas autobiográficas

“Filhinhas, eu lhes recomendo que jamais esqueçam sua vocação, custe o que custar. Lembrem-se que o dom da vocação é precioso: o guardem...
Filhas, sejam sempre boas, muito boas. Que entre vocês reine a verdadeira caridade. Amem-se e lembrem que a caridade é o vínculo da perfeição religiosa. A caridade cobre uma multidão de pecados. Espalhem o amor que vocês têm pelo Senhor a todos mas amem e estimem sobretudo aquela irmã que está de seu lado...”

Madre Eusébia no leito de morte
“Quando entrei no convento eu não conseguia me acostumar a cuidar de doentes porque tinha medo de tudo sobretudo dos mortos. Uma tarde uma mulher doente piorou  e a Madre nos convocou a rezar a seu lado. Ela própria iniciou a oração, com muito fervor. Quando terminamos fui designada para ficar vigiando de noite. Assustada, recusei. Depois fui pedir à Madre que comigo pudesse ficar outra irmã. A Madre aceitou, fez-me uma caricia e disse: “Vá, Jesus te abençoará!”. Às duas horas da manhã a doente morreu. Eu chorava e queria ir embora. A Madre me levou a seu quarto, me pegou pela mão e disse: “Não chore, você verá que de ora em diante não terá mais medo dos mortos”. O sino tocou e fui à capela depois de receber sua benção. Dali em diante nunca mais tive medo dos mortos.

Irmã Natalina Garanzini
Em 1917, quando vi a Madre pela primeira vez, em minha terra, Moiana Merone, meu coração exultou de alegria. De seu olhar, de seu sorriso materno brotava uma suavidade que atraía a todos. Minha irmã me havia encaminhado para as Irmãs Canossianas de Milão, mas logo que vi a Madre disse a mim mesma: “Esta será a minha Madre”. Quando manifestei a meu pároco, Pe. Giovanni Riva, minha decisão de ser irmã de Santo Eusébio, ele me disse: “Eu não pretendia de afastar das Canossianas, mas estou contente com tua decisão. A Madre daquela comunidade é uma alma ardente de fé, de caráter forte, mas simples como uma pomba”.

Irmã Maria Proserpio
“Um dia a Madre me chamou e disse: “Filha, se arrume logo. Vou viajar e quero que você me acompanhe”. Cheia de alegria fui me arrumar.Eu era jovem. Não pensava em outra coisa se não em viajar com a querida Madre. Tomamos o trem para Milano e depois em direção de Roma. Meu coração estava quase estourando, embora não soubesse bem para onde íamos. Com muita surpresa, na parada em Ponticino, perto de Arezzo, a Madre disse que tínhamos chegado. Ela estava me levando à casa de minha mãe. Ela se alegrou muito com o nosso abraço. Com naturalidade e decisão nos disse: “Hoje, vocês não se preocuparão com nada..., só vão curtir em ficar juntas. Deixem o almoço comigo”. Colocou o avental e preparou o almoço, no qual não poderia faltar o arroz à milanesa. Não quero acrescentar ais nada pois ainda hoje me emociono ao lembrar esta experiência maravilhosa”.

Irmã Angelica Mazzuoli
“Foi uma verdadeira mãe, co coração grande, mulher inteligente, simples e de uma fé muito grande. Nos exortava sempre à caridade: “Minhas queridas filhas, amem-se e se suportem umas as outras, saibam perdoar e serão perdoadas, lembrem que a caridade é o vínculo da perfeição”.
Ela nos queria bem e amava muito os nossos assistidos. Tinha-os sempre nos lábios e no coração. Dizia: “Eles são os nossos donos e nós temos o dever de servi-los com caridade e amor porque eles são membros de Jesus Cristo, o qual assegurou que tudo o que lhes fizermos é a Ele que o fazemos”.

Irmã Giuditta Beretta
“De Cartabbia vim à Casa Geral para um retiro. Tive a ocasião de me encontrar com uma irmã que me disse estar contente de estar ali na Casa Madre porque se ficasse em Varese poderia perder-se num perigo em que se encontrava. Pouco depois encontrei Irmã Vincenza e, sem pensar, contei o que me dissera a irmã. Por acaso a Madre ouviu e me repreendeu por falar do que tinha ouvido em segredo. Como não o tivesse feito com maldade, comecei a chorar. A Madre, que tinha o fraco de não poder ver uma irmã chorando, ia para cá e para lá, ansiosa, até que se decidiu a me convidar no seu quarto para ajudá-la na limpeza. Tão logo entrei me pegou pela mão e disse: “Não quis repreendê-la, apenas dar um conselho”. Deu-me então uma porção de balas, me beijou e abençoou. Saí mais alegre do que antes”.

Irmã Redenta Dotta
“Em 1923 entrei na Congregação das Irmãs de Santo Eusébio. Meu primeiro encontro com a Madre foi comovente. Me acolheu de braços abertos, me levou à capela diante de Jesus e me fez prometer permanecer fiel ao chamado de Deus.Fiquei tão impressionada que meu coração se encheu de alegria e esqueci a separação da família”.

Irmã Raffaella Ratti
“No dia da minha Vestição ela foi ame vestir, a Madre. Me fez rezar com tanto fervor que me parecia estar no paraíso. Também depois a vi sempre rezando com tamanha fé até transmitir o ardor às outras”.

Irmã Licinia Mauri
“Em 1936, na minha entrada no convento, tive a grande sorte de conhecera Madre. Tive a impressão de estar diante de um anjo. Me impressionou sua simplicidade, sua afabilidade, seu olhar doce que manifestava seu grande coração, seu coração de mãe. Não me acostumava com a idéia de ficar longe da família e me sentia tentada a voltar para casa. Só de vê-la me passava a tentação”.

Irmã Miriam Gamberoni
“A Madre me olhou nos olhos e percebendo que eu não estava bem, me disse: “Vai falar com a cozinheira e lhe diga que a comida deve ser na base de leite e açúcar. Não – acrescentou – vou eu mesma, pois assim, tenho certeza que não te faltará nada”. Encontrei alegria em vertanta prontidão em atender uma simples noviça”.

Irmã Primitiva Squarise
“De nossa boa Madre Fundadora lembro o caráter jovial. Participava alegremente de nossos recreios e repetia com freqüência a bela máxima: ´Sejam simples como as pombas e prudentes como as serpentes”.

Irmã Elisa Peruzzo
“Quando eu era aspirante o médico detectou em mim um problema cardíaco e disse que a seu parecer não podia viver em comunidade. Isto despedaçou meu coração e me pus a chorar. A Madre defendeu com energia a minha causa e ao contrario do médico, decidiu que eu seguisse minha vocação. A Madre olhava para frente... e me garantiu que teria saúde para viver minha vida religiosa”.

Irmã Agostina Merlo
“Em 1929 eu professei os votos e, um dia, vi a Madre sentada em seu lugar. Saudei-a e lhe pedi a benção. Voltando-se para mim, ela disse: ´Filha, está satisfeita de ser religiosa?´ Respondi que sim. ´Muito bem, filha, me alegro que esteja satisfeita. Vou abençoá-la para que permaneça fiel à sua vocação!´  Suas palavras ficaram gravadas no meu coração pela convicção que mostrou. Tinha então 16 amos, hoje, aos 35, nunca tive dúvida alguma sobre minha vocação”.

Irmã Francesca Lago
“Em 1931 eu estava em Camburzano e queria confiar à Madre uma tentação. Ela disse: “Já sei qual éa sua tentação”. E me disse. Era aquilo mesmo. Eu nunca lhe tinha falado a respeito. Acrescentou: “Agradeça ao Senhor e fique tranqüila”. Nunca mais tive tal tentação.

Irmã Licinia Mauri
“Durante meu aspirantado passei mal. Tive que ficar de cama por oito dias. A Madre não estava em casa. Voltando, ela me disse: “Vá vestir-se. Hoje iremos juntas a Camburzano”. Eu, contente, pensava: “Deixei uma mãe e encontrei outra”. Em Camburzano ela me dispensou dos exercícios comunitários e me recomendou que não me deixassem faltar nada”.

Irmã Fausta Rigamonti
“Quando, em 1932, fui me tratar de uma pneumonia na clinica Ronzoni de Milano, a Madre me escreveu uma longa carta cheia de compreensão e de caridade e, já que eu tinha lamentado as despesas que estava causando, ela me telefonou dizendo que não pensasse nisto, que minha saúde não poderia ser prejudicada. Era um anjo de caridade”.

Irmã Speranza Fantinato
“Tinha recém entrada e tive a sorte de encontrar muitas vezes a Madre. Ela me repetia: ´Seja Santa´”.

Irmã Fiorina Trento
“No dia 4 de dezembro de 1933 entrei em convento. Lembro aquele dia e sobretudo a materna acolhida da Madre. Logo que soube de minha chegada, veio depressa, sorrindo, me encontrar. Tomou-me pelas mãos e me disse: “Minha filha, o que você veio fazer no convento?” Fez-me outras perguntas, me levou à capela, onde me fez prometer que seria santa”.

Irmã Primitiva Squarise
“Entrei no convento a 23 de fevereiro de 1935, junto com Irmã Luisa. A Madre, logo que nos viu, abriu aquele sorriso materno que nos confortou tanto. Falava da vida religiosa e do divino esposo com tanto entusiasmo que parecia que o tivesse junto de si. Estávamos encantadas. Quando soube que eu tinha perdido a mãe há pouco, me chamou e disse: “Filhinha, de ora em diante eu serei sua mãe”. Fui designada pela mestra para a cozinha. Na porta do fogão queimei o avental novo que vestia. Imagine-se o susto que levei. A mestra mandou-me falar com a Madre. Logo que me viu, entendeu e me disse: “É preciso chorar os pecados, esteja tranqüila. Volte e pegue um novo avental. Queimando este você aprendeu a acender o fogo”.”

Irmã Bianca Parravicini
“No tempo de aspirantado, ao tirar o pó dos móveis acabei quebrando a cabeça da estatua de Pio X. Me apresentei à Madre chorando. Ela ficou com o rosto transtornado não porque eu tinha quebrado a estatua mas porque eu tinha medo dela. Disse-me, suavemente, que não precisava chorar por coisas assim, mas só pelos pecados que ofendem Jesus”.

Irmã Marina dell´Orto
“Quem seria capaz de descrever o coração da Madre? Ela não podia ver uma pessoa sofrendo e precisando sem sentir a necessidade de socorrê-la. Nem era preciso falar, ela adivinhava tudo. Muitas vezes era necessário impedi-la de ir à portaria quando se tratava de abrigar pobres infelizes e enfermos porque ela os acolhia a todos, mesmo quando o Instituto não tinha condições de hospedar mais ninguém”.

Irmã Maria Proserpio
“A19 de janeiro de 1932 a Irmã Benigna Pasin me levou a Camburzano com o diagnóstico “TBC” e não mais de três meses de vida. Como remédio, apenas umas gotas para conter a tosse.
Passados alguns dias, a Irmã Vincenza veio ver-me e falou da hipótese de eu voltar para casa. Fui à capela rezar e, quando consegui falar com o Senhor, Ele parecia dizer-me: “Não chores! Vá até a Madre e lhe diga que a considere como interna”. Assim, com este pensamento, me acalmei.
Depois de alguns dias a Madre veio. Fui logo falar com ela: “Madre, preciso lhe falar. A senhora sabe onde moro porque esteve lá. Tenho três sobrinhas de 2, 4 e 5 anos. Se eu for para lá posso contagiá-las. Tenha a caridade de me considerar como interna”. Mal terminei de falar e ela me aproximou de seu coração e disse: “Você não será uma interna, e sim minha filha! Quero lhe dizer também que não morrerá, pelo contrario trabalhará por muito tempo na Congregação. Levanta, minha filha, pega a bolsa da mesa”. Ela tirou um frango cozido de dentro e disse: “Olha, comece a comer, isto tudo é para você. Nós não podemos comer porque é sexta feira”. E disse que eu comesse tudo o frango entre o dia seguinte”.

Irmã Concetta Rivan
“Na primavera de 1932 a voz do Senhor se fazia sempre mais insistente dentro de mim e eu percebia que deveria responder doando-me inteiramente. A Madre veio à minha terra. Fui falar com ela. Depois de algumas perguntas ela me disse: “Você tem vocação. Você foi feita para a nossa casa e será uma boa religiosa. Neste momento aceito-a como minha filha”.
Eu tinha ainda um receio. Minha família não tinha condições econômicas de me dar um dote e expus o problema. Ele respondeu: “Eu quero filhas que tenham o dote da vocação, nem penso em outros dotes que a preocupam. Posso até lhe dar minhas vestes, mas tenho certeza que a Providencia dará um jeito. Reze!”  Chegando ao noviciado encontrei tudo o que precisava e até mais. Dois meses de ter entrado, adoeci e fiquei assim por dois meses. Nas suas freqüentes visitas a Madre me confortava e dizia que logo eu estaria boa. Numa dessas, manifestei meu medo de que me mandasse para casa para estar doente. Respondeu-me: “Mando embora as filhas sadias  que não demonstram ter vocação, não as doentes com vocação”.
Sabendo ela que o médico me aconselhava roupa de lã, logo as providenciou. Soube mais tarde que dividiu a roupa dela para dar-me.
Em 1934 fui enviada a Varese. A Madre sempre ia nos visitar. Numa destas visitas ela teve uma forte crise de enfisema pulmonar. Precisava de assistência, inclusive de noite. As irmãs professas tinha saído para a vigília a domicilio e só havia três noviças pouco expertas em casa. Me ofereci para assisti-la. Depois de ter administrado os remédios, sentindo-se melhor, a Madre me disse: “Senta nesta poltrona. Se precisar de você chamo”. Assim fiz. Peguei no sono e quando acordei já era manhã. Sobre mim havia um cobertor. Amedrontada, tentei me desculpar mas a Madre me fez calar e acrescentou: “Você dormiu acalentada e o anjo da guarda cuidou de mim”.”

Irmã Romana Olivetto
“No fim do noviciado fiquei doente. Sentia dores e uma febre forte. Receava não poder professar. A Madre veio e foi falar comigo: “Não se preocupe. Você fará a profissão”. Naquele mesmo dia a febre desapareceu. Me levantei, fui à Igreja e professei junto com as outras. Fui curada pela grande fé e pela oração da Madre. Ela me queria muito bem”.

Irmã Pacifica Parravicini
“Quando a Madre me chamava para conversar me dizia sempre: “Observe com exatidão a regra e jamais perca a coragem diante das dificuldades. Coloca tudo nas mãos de Deus, seja pura nas suas intenções, humilde de coração em tudo o que fizer. Sua humildade seja sempre sem qualquer interesse pessoal. Um dia, quando Jesus lhe chamar, poderá lhe dizer: “Vem, estou contente com seu operar”. Quando estiver cansada e desanimada, vá até aos pés de Jesus sacramentado e lhe diga tudo o que sente. Lá você encontrará alivio e conforto. Recomendo-lhe amar a todos e a todas as irmãs. Não divida seu coração em duas partes mas seja somente de Jesus”.”

Irmã Beatrice Mazzarelli

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