Madre Eusébia: Mulher de coração grande, cheio de ternura para com os pobres - Testemunhos

Madre Eusébia - Fundadora
“Poucos dias após nossa chegada a Vercelli, procurou-nos a mãe de uma jovem chamada Francisca Serazzi, a qual nos pedia que acolhêssemos sua filha em nossa pequeníssima casa. Tínhamos somente dois quartinhos. Nosso coração se comoveu com aquele pedido. A jovem, paralitica, foi acolhida por nós e exultava de alegria. A pobrezinha era uma chaga só e precisava de muita caridade. Ela, porém, jamais se queixava de sua doença. Agradecia e louvava o Senhor pela caridade que recebia. Ela me manifestava todo seu reconhecimento e mostrava os anseios de seu coração. Dizia encontrar sua alegria na nossa casa de Santo Eusébio. Viveu conosco por dois anos. Morreu abençoando e dizendo que, do paraíso, nos ajudaria”.

Madre Eusebia Arrigoni – Fundadora
Notas autobiográficas

“Nos primeiros anos de fundação não tínhamos Missa em casa aos domingos. Tínhamos que ir a outras igrejas da cidade. Nós e os doentes íamos então à igreja onde o Padre Dário celebrava. Ele era capelão em Bigliemme.
De manhã, cada um de nós, também o Padre Dario, tomava um doente consigo e o levava. Alguns tinham de ser carregados e nós nos alegrávamos por fazer esse sacrifício a Jesus”.

Madre Eusebia Arrigoni – Fundadora
Notas autobiográficas
 
“Um dia veio a nós uma mãe a recomendar seu filho. Ela chorava porque, em sua velhice não podia mais cuidar dele. O moço já tinha 30 anos e não saía da cama. A mãe o amava muito e doía o coração separá-los. Acabamos por aceitá-lo. O rapaz estava todo deformado no rosto que nem parecia um ser humano. Alimentava-se com um funil. Disputávamos poder servi-lo nesta obra de caridade. Ele não falava, mas agradecia com um sorriso”.

Madre Eusebia Arrigoni – Fundadora
Notas autobiográficas
 
“Filhas, tudo o que fizerem, façam-no pelo amor de Deus. Lembrem que Jesus considerará como feito a Ele tudo o que fizermos a quem sofre. Mesmo um só copo de água, dado em nome dele, terá sua recompensa. Lembrem sempre disso...”.

Madre Eusébia, em seu leito de morte
 
“Meu nome é Teresa Raviglione e tenho 78 anos. Nasci em Vercelli e meu pai tinha uma horta. Fecho meus olhos cansados e me vejo menina de 10 anos. Estou cheia de vontade de viver e de ajudar aos outros. Foi neste tempo que conheci Madre Eusébia. Meu pai ia ao mercado para vender verdura. Bem cedo ele carregava o carro com cestos de verdura fresca e eu torcia para que ele não conseguisse vender tudo e sobrasse um pouco para levar para a Madre Eusébia. Naquela época ela tinha muita dificuldade de alimentar os pobres sem o sacrifício e a caridade do povo de Vercelli.
Pelas 7:30 da manhã, quando meu pai já estava há três horas no mercado, eu saía para lá. Chegando, olhava o que tinha sobrado e pedia a papai se podia ir avisar a Madre que tinha verdura para pegar. Tendo a permissão, que jamais me foi negada, corria avisar a Madre. Encontrava-a na cozinha, no meio dos fogões, sem se cansar, sempre sorridente e pronta para dizer doces palavras a seus pobres.
Logo que me via, sorria e perguntava em dialeto milanês: “Você está aqui, menina?” Depois de ter falado do que tinha sobrado ela me oferecia um café pingado quente.
Eu, vendo aqueles pobrezinhos por aí, deixava de lado o café e me oferecia para descascar batatas ou varrer. Madre Eusébia me olhava e fazia-me sentir a menina mais feliz do mundo.

Teresa Raviglione
 
“Um dia, no refeitório, a venerável Madre depois de haver corrigido uma irmã que tinha tratado indelicadamente um doente, nos fez uma palestra sobre a caridade. Eu a via, de braços abertos, como Jesus na cruz, e dizia: “Filhas, se vier tentação de bater num pobre doente, não o façam, venham bater a mim porque eles são a pupila dos olhos de Deus”. Chorava ao dizer tais palavras.”

Irmã Elia Cazzaniga
 
“A Santa Madre nos recomendava de amar muito os pobres e sobretudo os deficientes. Um dia, eu a vi falando com um senhor e dizer-lhe: “Traga-o logo”. O homem respondeu: “Madre, bati em tantas portas, ouvindo recusa em todas. Esperava o mesmo aqui”. A Madre disse: “Me ofendo, senhor, eles são os meus tesouros”. Eu estava longe de considerar aquela criancinha um tesouro. Humanamente era um monstro. Tinha uma cabeça de 5 quilos e o corpo de 1 quilo. Ao cair da noite, a Madre nos reuniu para recomendar este pobrezinho, seu tesouro. Nós nos olhávamos com tristeza. Ela intuiu logo. Ela pegou o pobrezinho, deu-lhe a chupeta para mostrar como deveríamos tratá-lo. Nós estávamos assustadas. Ela estava cheia de amor e fé. Vê-la era encantador. Nos disse: “Filhas, façam isso de boa vontade e nada acontecerá. Deus está conosco”. Tal fizemos e nunca nos aconteceu nada.
Passado um ano, o menino pegou bronquite. A Madre o tomou a seus cuidados para deixar as outras tranqüilas. Por longo tempo ela o tinha em seu quarto. Finalmente melhorou. Toda contente, a Madre dizia: “Vejam, minhas filhas, meu tesouro está curado!”.

Irmã Brigida Bertacchi
 
“A cara Madre tinha um coração grande com todos, especialmente com os pobres. Ela assumia o cuidado dos doentes mais asquerosos, por medo que nós não cuidássemos direito deles. Sempre forte, mas alegre e generosa, fazia-se tudo para todos”.

Irmã Beatrice Mazzarelli
 
“Abandonada pela mãe, ainda criança, fui levada ao Instituto Santo Eusébio. Lembro que a cara Madre Fundadora era como uma mãe para nós, pobrezinhos, abandonados. Fazia de tudo para nos alegrar e nos dava balas. Tinha uma grande caridade. O Senhor disse: “Se derem um copo de água a um pobre por amor de mim, conquistarão o paraíso”. Ela nos deu muito mais do que um copo de água!”.

Teresina Tanghetti

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