Madre Eusébia: Mulher capaz de perdoar - Testemunhos

Madre Eusébia - Fundadora
“Dom Valfré de Bonzo veio a Vercelli a 22 de julho de 1905. Chegou cheio de entusiasmo para fazer o melhor pelo rebanho que a Divina Providencia lhe confiara.
Infelizmente alguém, mal intencionado, minou o espírito dele com criticas a todos os membros de nossa casa, simplesmente porque não gostava de nós. Tudo isto se fez pela santa vontade de Deus.
Começaram as provações. Tanto eu como Padre Dário aceitamos as provações que o Senhor nos enviou. Com viva fé abandonamo-nos nos braços de Jesus e de Maria nossa dulcíssima mãe e de nosso pai Santo Eusébio. Só eles poderiam guiar-nos pelo caminho da dor e da abnegação.
...Oh Jesus, só vós sois minha luz, meu sustento e conforto e, a vós, confio todos os meus pensamentos, palavras e ações. Fazei por mim aquilo que não sou capaz de fazer. Vós vedes meu coração, minha mente e minhas aflições e todos os meus afetos. Destruí em mim tudo aquilo que não esteja de acordo com vossa divina vontade.
Em fins de 1907 Dom Valfré nos enviou, através de seu porteiro, duas cartas: uma estava endereçada a Padre Dário Bognetti e outra à Madre Eusébia Arrigoni. As cartas falavam assim: Padre Dário deveria sair da Casa e ir celebrar na Igreja de São Juliano e a Madre ficou proibida de fazer funcionar a capela. O dia seguinte mandou um sacerdote nos dar a comunhão e consumir todas as santas partículas e nós, Filhas de Santo Eusebio, ficamos muito penalizadas.
Por três anos ficamos sem Jesus sacramentado em nossa capela. O que poderíamos dizer de tamanha dor? Estávamos, desta forma, privadas do nosso único conforto. Oh, meu Jesus, esta foi a mais dolorosa tribulação. Mais doloroso ainda era ver nossos pobres doentes privados da presença de Jesus no Santíssimo Sacramento.
Nós, a exemplo das filhas de Sião, procurávamos Jesus mas nossos pobres doentes não podiam, porque não tinham condições.
Um dia, fui, junto com Irmã Giovanna, pedir ao Arcebispo licença para celebrar, na festa de nosso Patrono, Santo Eusébio. Argumentei que nossos pobres doentes estavam há tempo sem Missa, pois não podiam se locomover. O Arcebispo nos mandou ao Vigário Geral. Repetimos o pedido. Em tom severo, ele nos fez sentar e foi falar com o Arcebispo. Na volta tratou-nos mais bruscamente e ainda disse: “Se quiserem, convidem alguns destes sacerdotes” e nos apontou um quadro com a fotografia de diversos padres.
Sem entender o que ele queria dizer com isso, perguntei se sua Excelência tinha dito sim ou não. Antes de sair do Arcebispado lhe pedimos a benção, colocando tudo nas mãos de Santo Eusébio.
Em seguida pude falar com o Arcebispo que me disse: “Por que deveria ser ingrato com quem me fez o bem? Vocês me fizeram bem”. Eu estava calada e ele continuou: “Veja, não sei como tudo aconteceu. Acho que houve mal-entendidos”.”


Madre Eusebia Arrigoni – Fundadora
Notas Autobiográficas
“Minhas filhas, amem e perdoem sempre qualquer que seja a ofensa. O Padre e eu sempre perdoamos e jamais paramos para recolher as pedras que nos foram atiradas.
O Padre, como um refrão, repetia: “Alegrem-se e façam o bem e deixem os pássaros cantar”. Perdoem e não guardem rancor no coração. Sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas”.

Mare Eusebia no leito de morte
 
“Uma vez, chegou em Camburzano, para um período de descanso, uma pessoa que tinha feito os Fundadores sofrer muito. A  Madre nos disse: “É verdade, fez o Padre e mim sofrer muito. Mesmo assim, tratem-na com caridade”.”

Irmã Licinia Mauri
 




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