Madre Eusébia: Mulher aberta a todos - Testemunhos

Madre Eusébia - Fundadora
 “Por vários anos, na Casa, se acolhia os egressos da cadeia e se dava a eles o que precisavam. Eles recebiam ajuda para retornarem à sociedade e se recuperarem. Muitos deles conseguiam se integrar na sociedade, formar uma família e conduzir uma vida honesta. Em relação à Pia Casa sempre foram gratos e respeitosos. Podemos dizer muitas coisas boas deles”.

Madre Eusebia – Fundadora
Notas autobiográficas
“Em 1913, o arcebispo D. Valfré de Bonzo pediu-nos que acolhêssemos o cônego João Batista Baltera e queria que eu cuidasse de seu restabelecimento. Fiquei admirada com aquele pedido e disse: “Excelência, se o Senhor acredita que eu possa ser útil, estou pronta e farei o melhor de mim”. O arcebispo me explicou que o cônego já passara pelas mãos de vários médicos, sem qualquer melhora. O pobre cônego padecia de neurastenia, não falava mais com ninguém, não comia e nem dormia. Nos primeiros dias deixei-o em paz, pedindo-lhe apenas que comesse. No começo, lhe dava de comer como se fosse um bebê. Depois passou a comer por si. Com alguns banhos, boa comida e alguma ocupação, em dois meses estava curado. Dedicou-se a animar o mês dedicado ao Coração de Jesus, e voltou agradecendo a casa de Santo Eusébio”.

Madre Eusebia – Fundadora
Notas autobiográficas
 
“Durante a guerra, de 1916 q 1920, acolhemos mulheres que chegavam de toda a Itália, em visita aos filhos feridos e internados no hospital de Vercelli. Ali, na Casa, encontravam conforto espiritual e moral. Naqueles tempos críticos muitos capelães militares de Vercelli e de outras dioceses e soldados encontraram conosco hospitalidade.
Durante a guerra veio na nossa Casa Dom Pasté e nos pediu que preparássemos o café da manhã para800 militares que tinham celebrado a Páscoa. Assim fizemos. Quando aqueles jovens militares viram-se tão bem acolhidos não sabiam como agradecer. Entenderam o trabalho que tinham dado no preparo daquela refeição. Um deles disse: “Porque não nos chamaram para ajudar?” Varias vezes, durante a guerra, D. Pasté convidava os soldados a tomar alguma refeição na Casa de Santo Eusébio para educá-los sempre mais ao bem.
Demos abrigo a refugiados, homens e mulheres, mutilados e necessitados. Terminada a guerra, alguns deles acabaram voltando à sua terra, alguns morreram, outros acabaram ficando.
Todos os que por ali passaram ficaram muito satisfeitos e isto é obra de Deus. Diziam ter encontrado descanso para a alma e para o corpo. No fim da guerra todos cantaram conosco o “Te Deum” de agradecimento ao Senhor”.

Madre Eusebia – Fundadora
Notas autobiográficas
 
“Na minha entrada, em maio de 1927, tive a sorte de fazer a viagem de Padova a Vercelli com a Madre, acompanhada de sua secretaria. No trem havia uma pobre mulher acompanhada por um menino. O pobrezinho chorava e a mãe não conseguia acalmá-lo. A Madre se levantou, pegou o travesseiro de viagem e fez com que a mãe acomodasse o menino bem. Ele logo dormiu. Entrando na Casa de Santo Eusébio, ela me disse: “Eis que estamos na casa em que o Senhor a chamou. Aqui você poderá multiplicar os méritos no exercício da virtude... Nos pobres você verá Jesus. Trate de servi-los o melhor que puder”.”

Irmã Clelia Cecchinato
 
“A Madre bem sabia que nossa situação financeira não era das melhores. Dava-nos víveres para o seminário, pano para as batinas e dinheiro. Fazia-o com tal espírito que nos deixava admirados: “Vejam, se dou cem, Jesus nos dá duzentos”. Era de uma caridade indizível.
Eu admirava seu grande espírito de humildade, principalmente nas duras provações que não faltaram, originadas de incompreensões, até de pessoas bem situadas. Tudo o que ela dizia, nestas circunstâncias era: “Paciência”, o que ela repetia em seu dialeto, e concluía: “Seja feita a vontade de Deus”.”

Padre Primo Sodini

 

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