Madre Eusebia: Como ela continua a viver e a agir - Testemunhos

Madre Eusébia - Fundadora
“Eu, abaixo assinada, mãe de doze filhos, cinco deles vivos, não podia mais amamentar por falta de leite. Na décima primeira gravidez, tive oportunidade de me encontrar com a inesquecível Madre Eusébia, junto com minha cara irmã, Irmã Oliveta. Confidenciei-lhe, chorando, meu abatimento por esperar  um filho e não poder alimentá-lo.
A boa Madre me animou e rezou.Pediu que dissesse três Ave-Maria com a invocação “Mater Divinae Gratiae”. Comprometi-me a fazê-lo. Graças à santa Madre, o nenê nasceu a 25 de dezembro de 1925 e recebeu o nome de Natalino. Foi por mim amamentado, está forte e foi salvo da guerra. Beijo a Virgem Maria que me deu a Madre”.

Emilia Sgubin
Ferrara, 25.09.48 – Via Mazzini 101
“No inicio de julho de 1937, Madre Eusébia se encontrava em Andora e, uma noite, falávamos de diversas coisas e disse que meu pai, de 48 anos, não freqüentava mais os sacramentos. A Madre disse: “Vamos rezar. Você depois irá visitar sua família, tentando mexer na consciência de seu pai”. Fui na Casa Madre para o retiro. Ao terminar a Madre me disse: “Filha, vá na sua casa por dois dias e convença seu pai a comungar. Eu estava receosa pois conhecia a indiferença de meu pai, mas a Madre acrescentou: “Não tenha medo. Seu pai ficará contente. Jesus me disse isso e eu a acompanho com a oração”.
Um tanto assustada, mas confiante nas palavras da Madre, viajei invocando o Espírito Santo. Chegando, falei com papai a sós. Mostrou-se renitente, mas acabou concordando. “Sim, vou com você”.
Na manhã de 4 de agosto tive a alegria de acompanhá-lo ao confessor e a receber Jesus no Sacramento. Ele agradeceu a Jesus e me incumbiu de agradecer à Madre”.

Irmã Giacinta Ruffino
 
“No dia 18 de março de 1942, depois de um acidente, enquanto ia para a Missa, em Varese, tive um traumatismo craniano. Na dolorosa doença invoquei a ajuda da Madre Fundadora e vesti uma camisa que recebera de lembrança. Logo fiquei curada”.

Irmã Licinia Mauri
 
“A 17 de janeiro de 1943, na clinica do Dr. Baldassarre, em Udine, dei à luz um menino prematuro, nascido quase asfixiado. Foi um verdadeiro milagre que o menino tenha recuperado os sentidos uma hora depois que o obstetra tinha feito em seu corpo tudo o que a ciência previa. No dia seguinte o corpo do meu Roberto estava duro e eu desesperava. Não sabia a quem recorrer na oração, quando as irmãs me aconselharam invocar a Madre Eusébia. Colocamos sobre o corpo do bebê uma mecha de3 cabelo e uma estampa da Madre e rezamos com todo fervor. Depois de alguns dias o doutor o declarou fora de perigo. Continua bem e sempre lembramos de Madre Eusébia”.

Ester Ariotta
 
“Quero testemunhar uma ajuda divina conseguida pela intercessão da venerável Madre Eusébia, que pode ser definida como graça pelo modo como aconteceu.
A 23 de julho de 1944 fui preso em Vercelli pela G.N.R. e entregue às brigadas negras. As acusações contra mim eram gravíssimas e previ a pena de morte: deserção, formação de quadrilha armada e comunista, ajuda ao inimigo.
Levado ao cárcere judiciário de Vercelli fiquei ali por dois meses. Neste período casei com Lidia Barone, na capela do presídio.  Naquele recinto de ódio e de dor, foi celebrado aquele rito de amor, iluminado pela chama da fé.
A 25 de setembro, fui levado à nova prisão de Torino. Neste presídio horrível tinha a visão da morte continuamente sob os olhos. Jamais perdi a fé na divina Mãe de Jesus. Assim, como percebi a seriedade da minha situação, que os mesmos advogados achavam desesperada, a comuniquei à minha mulher em Vercelli. Ela, que já estava habituada a rezar, foi aconselhada a fazer uma novena à Madre Fundadora do Instituto Santo Eusébio, porque ela, mais digna, intercedesse junto à Virgem do Rosário a graça da libertação.
A 11 de outubro de 1944 foi julgado o processo e, para espanto geral, fui absolvido e voltei para casa. Era a festa da Virgem Maria e u último dia da novena pela intercessão de Madre Eusebia. Na noite anterior ao julgamento a pequena Enza, aluna do Instituto Santo Eusébio, teve um sonho significativo, cuja descrição está anexa.
Sonho de Enza:
“Na noite de 19 de outubro sonhei que meu pai tinha pintado um quadro bonito para Madre Eusébia. Logo que o viu, a Madre disse: “Que quadro lindo!” Entretanto, chegou a Irmã Dária e perguntou quem tinha pintado o quadro. A Madre respondeu: “Foi o pai da aluna Enza Mazzoleni”. A Irmã Dária nos levou à sala. Era muito bonita, toda pintada de azul. Em cima havia veludo vermelho e em cada cadeira tinha um maço de flores douradas. Entrando, vimos o Padre Dário sentado numa poltrona aveludada e ornada de flores douradas. Madre Eusebia lhe disse: “Padre, olha que belo quadro me deram”. O Padre repetiu: “É muito belo!”. Levantou-se, veio ao nosso encontro e nos fez sentar.
Relatei o sonho pois minha mãe me disse que o julgamento de papai seria dia 11 de outubro. No dia 4, comecei a novena pela intercessão da  Madre”. (Enza Mazzoleni – 10 de outubro de 1944)
Escrevi isto como testemunho da graça recebida, com a alma cheia de gratidão e de confiança na ajudada Mãe celeste”.

Oreste Prina
 
“Conheci a Madre Eusebia há muitos anos e sempre tive grande consideração por ela pois, desde a primeira vez que a vi, teve impressão de ver uma santa.
No inicio de fevereiro de 1940 eu estava muito adoentada. Tinha febre alta e fraqueza generalizada, após o parto de uma menina. O médico disse que dificilmente eu e a criança nos salvaríamos. Eu mesma tinha perdido toda a esperança e dizia ao marido que tomasse conta das crianças. Minha cunhada, Ida Birtic, que conhecia a Madre, me recomendou que eu guardasse junto a mim algum objeto dela e que a invocasse. Comecei a rezar a falecida Madre que pelo menos fosse salva a criança. Minha irmã Irma  colocou-me os brincos que tinha ganho da Madre, anos atrás.
Numa tarde, estando eu a sós, para descansar, a porta se abriu e vi a Madre entrar, sorridente. Ela falou: “Coragem Giovanna! Você vai ficar boa”. Foi também da criança acariciou-a sorrindo e desapareceu!
Eu ainda não tinha me recuperado do susto e da alegria quando minha cunhada Ida entrou e, vendo-me sorrir, perguntou o porquê. Contei o tinha acontecido. Ela chamou o pessoal da família e tive que narrar tudo de novo. Daquele dia em diante me recuperei e a menina também.
Tenho toda a convicção que a aparição da Madre não foi uma alucinação e que minha cura deve ser atribuída às orações da Madre Eusébia.
Na fé disto e como ato de gratidão subscrevo-me.

Giovanna Sgubin Raccaro
Lasiz de Pulfero (Udine) – 10 de março de 1949
 
“No dia 7 de janeiro de 1960 dei à luz uma menina de 3.3 kg. O parto foi tudo bem, mas depois a irmã percebeu que o bebê vomitava tudo o que ingeria. Em 48  horas já tinha emagrecido bastante. Foi levada para a pediatria, recebeu bário e, pelo Raio X, percebeu-se uma obstrução no estômago. Só uma cirurgia resolveria o problema, o que era ariscado pela fraqueza da criança que já estava no oxigênio. Eu e meu marido nos desesperamos. A Irmã Rodolfa me deu a imagem da Fundadora e pediu-me que rezasse com confiança. Pusemo-nos a rezar eu e minhas companheiras de enfermaria. Depois de 12 horas telefonamos para saber e responderam que o estômago, misteriosamente, tinha se desbloqueado. Depois de 60 horas que a criança estava lá passou a digerir normalmente.
Não sei como agradecer ao Senhor e à bem-aventurada Madre pela graça que alcancei”.

Amalia Cristofoli D´Agostino – Udine
 
“Há três dias estava de cama com dores horríveis no estômago. O médico diagnosticou ser uma cólica intestinal. No quarto dia, a dor tinha se tornado insuportável, chamei outro médico o qual me internou logo com este diagnostico: apendicite de peritonite avançada.
Fui operado imediatamente com febre de 40 grãos. A operação transcorreu bem, mas eu soube depois que o médico receava pela minha sobrevivência porque a infecção tinha se alastrada e atingido os órgãos vitais.
No quarto dia, a minha situação era desesperadora, tinha intoxicação no fígado e azotemia que provocaria um bloqueio dos rins. Os médicos tinham preparado meus pais para aceitarem minha morte.
Naquele dia a Madre geral, Irmã Dária Arrigoni, que conheço pessoalmente, mandou a irmã enfermeira me trazer o terço que pertenceu à Madre Fundadora. Beijei-o e rezei intensamente para aquela religiosa que foi tão exemplar toda a sua vida para que intercedesse por mim a Nosso Senhor. Naquela mesma noite consegui descansar e melhorei de forma que os médicos se admiraram. Uma semana depois deixei o hospital completamente recuperado”.

Renato Bosio, 27 anos – Vercelli 6.7.1968
 
“A Madre Geral veio a Camburzano para anunciar o fechamento da Casa. Que decepção para nós todas. Meu coração tremeu Enquanto eu ia ao trabalho me dirigi à Madre Fundadora que conheci muito bem. Disse-lhe: “Cara Madre, eu esperava morrer aqui. Todavia, devemos ir embora”. Comecei a rezar o terço sem tirar os olhos da imagem da Madre. Passados alguns dias, tive um sonho. Vi a cara da Madre Eusébia entrar e gritei: “Oh, Madre”. Ela, caminhando depressa, sorriu e me disse: “Fique tranqüila, fique tranqüila”. Fui tomada por uma grande paz. Continuei a orar para que o Senhor ajudasse os Superiores a fazer a santa vontade de Deus”.

Irmã Fiorina Trento - 1996

 

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