Padre Dário: Homem da Providência - Testemunhos

Padre Dário - Fundador

“Eu era uma menina de nove anos. O Padre Dário estava subindo a escada que sai da cozinha e leva ao pátio do Instituto e eu ia a seu lado. Ele foi chamado pela Irmã Antonieta Gabogna que saía do quarto das mulheres doentes, no qual trabalhava. Ela disse: `Padre, são as quatro da tarde, está na hora do lanche. Já fui até a cozinha pegar pão, mas a cozinheira disse que hoje não tem pão nenhum`.
O Padre ficou pensando, quase orando. A Irmã ficou calada. Eu olhei para ambos. Guardo ainda as palavras, tais como saíram da boca do Padre: `Irmã Antonieta, as meninas não podem ficar sem lanche. Tenha fé na Divina Providência. Vá até o armario da escola (assim é que chamavam a sala das mulheres), onde se guardam os pratos, olha na cesta e encontrará pão para distribuir`. A Irmã obedeceu, e eu, solerte e metida, a acompanhei. No cesto a Irmã encontrou o pão para dar; mandado por quem? Pela Divina Providência. Jamais duvidei e este fato me marcou para sempre”.
Irmã Dária Arrigoni

Um dia fui pedir ao Padre o dinheiro para as compras e disse: “Padre, como consegues providenciar o necessário todos os dias se não temos receita alguma?” Ele respondeu: “A bem da verdade, devo lhe dizer que, de noite, vou dormir sem um centavo e, de manhã, depois da Missa, vou ao meu escritório e, sem pensar, pego  o dinheiro necessário para as despesas e agradeço à Providência, porque nossos `donos de casa´ rezaram. Graças a Deus!”

Irmã Natalina Garanzini


Nos primeiros anos, eu fazia as compras da casa todos os dias e pagava as despesas. Um dia o Padre me disse: “Irmã Natalina, hoje estou liso, não posso pagar o pão; diga para a senhora que vou pagar amanhã”. Eu fui e disse à senhora que pagaria no dia seguinte. Não passou trinta minutos que a senhora veio dizendo que não haveria de fornecer o pão para nós. Então o Padre, abriu um sorriso e respondeu: “Graças a Deus! A Providência cuidará disso”. E voltou a seu escritório. Logo em seguida foi chamado à portaria. Um benfeitor vinha trazendo uma boa quantia. O Padre o agradeceu dizendo: “Graças a Deus. Deus o abençoe!”. E mandou logo comprar o pão para o dia. Logo que recebeu o dinheiro, a senhora veio correndo pedir desculpas, dizendo que tudo não passava de um mal-entendido. O Padre a agradeceu e a dispensou.
Irmã Natalina Garanzini

 
Víamos o Padre sentado no meio de suas “perolas”, como ele as chamava. Contava suas historias alegres e depois distribuía pastilhas de hortelã. Dizia não poder comprar balas porque eram mais caras e ele não tinha tanto dinheiro.
Sua bondade tinha ultrapassado os limites do Instituto. Varias vezes tive oportunidade de acompanhá-lo na feira em busca de verduras e frutas para seus assistidos. O Padre não precisava pedir. Os feirantes logo lhe ofereciam seus produtos em troca de orações.

Irmã Catarina Rivan

 
No tempo em que eu era aspirante, em 1920, estava se construindo o salão do noviciado. Um dia perguntei ao Padre: “Padre, como o senhor conseguirá pagar todas as despesas?” Ele respondeu: “Minha cara menina, você está certa em pensar que o custo é elevado, mas a Providência é grande e, tem mais, sabe, eu vou lá (e apontou para a porta do tabernáculo) e bato..., você verá... Ele tudo pode... e assim, pagaremos as despesas!”

Irmã Alfonsina Bottarino
 
Quando eu estava em Cadegliano, o Padre nos veio visitar e ficou alguns dias. A casa era nova e tínhamos poucas coisas. Ele disse: “É claro que vocês têm dinheiro!” Fomos buscar roupa num armário e ali encontramos dinheiro, não me lembro quanto.
Irmã Licinia Mauri
 
O Senhor costuma servir-se das criaturas humildes para realizar coisas grandes.Nosso Padre Fundador era humilde em todas as suas manifestações. Não foram poucas as dificuldades que encontrou, mesmo da parte de amigos, que o dissuadiam a prosseguir com a obra. Ele, sem jamais perder a calma e a paciência, afirmava: “Se forem rosas florescerão”. Aos que lembravam as dificuldades econômicas, respondia: “Não sou eu que tomo conta dos pobres, mas é Deus e Ele haverá de manter a Casa mesmo que ela se torne grande como uma cidade”. Quanta confiança teve nosso Padre Fundador e quanta fé na Divina Providência!

Irmã Anna Favini
 
Era a festa dos 25 anos da fundação. O Padre tinha o projeto de construir uma igreja porque a que havia era pequena demais. Eu lhe disse: “Como haveremos de construir uma igreja sendo tão pobres?” Ele me respondeu: “Se esta for a Vontade de Deus, e se tivermos confiança em sua Providência, com a oração e o sacrifício do dia a dia, o Senhor com certeza nos sustentará em nossa pobreza”. Assim aconteceu, e a igreja foi construída com muitas contribuições de pessoas generosas.
Irmã Speranza Fantinato



Leia também