Padre Dário: Em oração contínua - Testemunhos


Padre Dário - Fundador

Padre Dario era de uma humildade, mansidão e compreensão verdadeiramente grandes e o espírito de oração era o que o sustentava
De noite, enquanto eu velava os doentes, ia até a capela para cumprimentar Jesus. Ele estava ali, ajoelhado, mesmo nas horas mais adiantadas e me dizia que eu não temesse procurá-lo caso precisasse dele e que ele estaria sempre na capela. De fato, sempre foi assim.
Quando celebrava a Missa se transformava como um santo, via-se mesmo externamente como ele vivia o mistério do Sacrifício de Cristo.
Irmã Speranza Fantinato

A primeira impressão que tive de Padre Dario foi sua grande caridade para com os pobres e as irmãs e seu grande espírito de oração. Quando de noite velávamos os doentes, víamos sua lâmpada acesa quase a noite toda. Era o sinal de que ele estava em oração.
Quando eu estava na portaria ia chamá-lo para atender algum novo interno, velho ou criança que fosse, às vezes sujos até dar nojo, o Padre os abraçava e dizia que eram os “donos da casa” e a “pupila de seus olhos”.
Uma vez, andando pela estrada aconteceu uma desgraça e o Padre tirou o agasalho e se pôs a ajudar o pessoal como se fosse qualquer um.
Para com as Irmãs doentes tinha uma ternura especial. Dizia-nos que as pobrezinhas já tinham que sofrer tanto que não se devia acrescentar-lhes mais sofrimento algum e, sim, agradá-las no que fosse possível.
Não se pode descrever seu espírito de Oração. Celebrava a Missa com tal fervor, mesmo que durasse duas horas, ninguém se sentia cansado. Quando distribuía a Comunhão às irmãs, às vezes parecia que fossem faltar partículas. Depois da Missa, eu lhe perguntava: “Padre, como o senhor pôde dar a comunhão a todas?” Ele respondia com um sorriso.
Irmã N.N.
 
Eu estava nos primeiros anos de vida religiosa. Um dia, Padre Dario me chamou e me disse: “Tenho de lhe confiar uma tarefa muito especial. Acha que pode aceitar?” Respondi: “Sim, Padre, se o senhor me considera capaz”. Disse então: “Quero que de noite fique cuidando de um homem de Vercelli, e digo logo que é o pior mação da cidade. Você o cuidará com carinho sem falar nada de religião. Tem que vencê-lo com a caridade. Eu a ajudarei com a oração”.
Toda noite eu ia até ele para pedir a benção e, antes de sair ele me repetia: “Não tema, eu velo com você. Verá que Deus vencerá!” De fato, ele passava a noite inteira em adoração diante do Santíssimo. Toda manhã eu o encontrava na portaria me esperando pra perguntar: “Então como foi?”  Enfim, uma noite, de repente, o doente virou-se para mim perguntando-me perturbado e irônico: “Porque não me fala de seu Deus?” Lhe respondi que o achava muito cansado mas que na noite seguinte poderíamos falar disso. Na verdade queria ganhar tempo para me aconselhar com o Padre. Na noite seguinte o padre rezou com maior fé e ardor ainda.
De manhã, me encontrou na porta, ansioso por saber e eu, mais ansiosa ainda por contar: “Padre, Deus venceu! Não apenas conversávamos sobre Deus, mas ele manifestou o desejo de se confessar e fazer a comunhão, entre a surpresa, a maravilha e a comoção de toda sua família”.
O Padre chorou de alegria comigo.
Irmã Onorata Tessarolo


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